quarta-feira, junho 20, 2007

Crimes de Ódio

É verdade que crimes de ódio relacionados com a orientação sexual de cada um ainda ocorrem nos dias de hoje. E é extremamente revoltante sabê-lo e não poder fazer nada contra isso. É claro que existem muitos outros crimes que nos revoltam e sobre os quais nos sentimos impotentes para agir, mas este atinge-me particularmente e devo confessar que nem sei exactamente o motivo.

A verdade é que ao ver este vídeo me recordei do projecto que lemos na aula, do Mpowerment Project, o qual fala sobre um projecto comunitário com jovens homossexuais e bissexuais tendo em vista a prevenção da Sida. Este é um projecto que pretende envolver a comunidade homossexual num conjunto de actividades (numa espécie de associação) com o objectivo de espalhar a mensagem de sexo seguro. De facto, a intervenção é feita deles para eles, tendo o formador um papel apenas inicial de apoio e suporte, sabendo desde à partida que terá de sair da intervenção a partir do momento em que os formandos se autonomizarem.

A meu ver, este projecto dirige-se ao desenvolvimento de uma comunidade homossexual através da mudança de comportamentos sexuais. Isto partindo do princípio que as relações sexuais sem protecção são das causas mais prováveis para uma infecção pelo vírus da SIDA. No entanto, pergunto-me se não haverá ainda um certo estereótipo relativamente à homossexualidade e à questão da SIDA pois a verdade é que os homossexuais passaram do grupo de risco maioritário para uma situação em que a existência de SIDA nesta comunidade diminuiu bastante em comparação com os aumentos brutais noutras camadas heterossexuais. E isto faz-me perguntar qual o papel desta intervenção realmente na vida daquela comunidade. Se calhar, se partissemos das próprias necessidades daquela comunidade, procurando ouvi-los antes de iniciar um projecto previamente pensado e aplicado, talvez fosse mais produtivo e formativo para todos. Até porque os crimes de ódio, tendo em conta o vídeo, são também um factor bastante importante para aquela comunidade. Os homossexuais são frequentemente julgados pela sua orientação sexual e é preciso trabalhar nisso, não apenas na comunidade homossexual (que perante esse julgamento social se fecha e defende do perigo) mas também noutras comunidades, promovendo a aceitação ou, no mínimo, o não-recurso à violência.

Tenho consciência que a minha legitimidade para afirmar isto é relativa, pois apenas se trata da opinião de uma cidadã preocupada, mas a verdade é que considero que não nos devemos ficar apenas por um projecto, aproveitando a pluralidade de opções que temos ao nosso dispor para potenciar uma sociedade em que todos nos sintamos melhor. Assim, se todos trabalhassem em conjunto, talvez se conseguissem melhores resultados, apesar de concordar que um projecto feito pela comunidade em que eles se implicam e aplicam é bastante prometedor quanto à sua eficácia (desde que possuam o devido suporte e apoio).

terça-feira, junho 19, 2007

Reacções às notas da segunda frequência

Auto-avaliação do segundo semestre:

De facto, este semestre na área não correu pelo melhor. Muita da culpa (se é que há culpa a atribuir) foi da nossa parte, que não participamos como devíamos muito provavelmente. Ao longo das aulas, fomos constantemente ignorando os conselhos da professora para lermos os textos que ela disponibilizava, de forma a podermos construir uma perspectiva crítica das diversas estratégias de intervenção. Devo confessar que li alguns apenas. E que não consegui construir assim uma perspectiva tão crítica quanto isso. De facto, lembro-me da professora dizer "Se vos soar bem, leiam outra vez" e de ter ficado extremamente preocupada. É verdade que o estudo mais "teórico" sobre as várias estratégias ajudou. Ao estudar para a frequência já consegui perceber mais ou menos isso da avaliação de projectos. Mas... Ainda assim acho que estou um pouco perdida. É verdade que aprendemos muita coisa, mas... Terá sido demais para o meu cérebro? Confesso que na frequência, as últimas duas perguntas tive de inventar um bocado, porque juro que não me recordo de termos falado da mediação. E mesmo da consultadoria, pouca coisa li. Como foi da última parte da matéria e tive tanta coisa para fazer... Engraçado como passamos os 4 anos do curso a criticar a avaliação sumativa e no entanto é mesmo isso que se faz. No final do ano, quando já todos estão cansados e sem cabeça para estudar, é que decidem que temos de fazer trabalhos, sínteses e frequências. É impossível. Sugeria que se fossem fazendo mini-testes ao longo do ano, porque com exame final (mesmo a valer 60% ou menos) é demasiado exaustivo e é óbvio que se perde muitas das potencialidades que os mini-testes ou trabalhos poderiam favorecer.


Honestamente, não sei o que falhou na frequência. Não faço ideia se vale a pena fazer melhoria. A minha única preocupação neste momento é tentar fazer um trabalho minimamente decente, para compensar... Porque, estou completamente às aranhas quanto ao que fiz errado ou certo. Seria interessante se a professora pudesse encontrar-se connosco para esclarecer essas dúvidas. Pensando bem, se houver hipótese, vou tentar falar com ela.


Incrível como nem lendo a bibliografia quase toda e mais extras lá cheguei. Já há algum tempo que não me lembrava de tirar uma nota tão baixa. Mas em vez de alívio por ter passado sinto frustração por não ter conseguido mais. É essa a sensação que tenho, não só a esta cadeira. Pergunto-me qual será o problema.